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Sexagem

Uma dúvida comum a novos donos de porquinhos-da-índia é saber como identificar o sexo do seu animal. Por isso resolvi colocar aqui algumas fotos ilustrativas para ajudar na sexagem de porquinhos.

Fêmea

Sexagem

 Macho

Sexagem

Fonte: http://www.cuicui.com.br

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Cuidados

Quando for comprar seu porquinho-da-índia, certifique-se de que ele esteja saudável e procure por sinais de doenças, tais como: diarréia, pêlo eriçado e opaco, piolhos, áreas peladas e olhos lacrimejantes. Não compre um animal se desconfiar que esteja doente. Procure também por animais jovens, que se adaptarão melhor e mais rápido às novas circunstâncias. Ao trazer o animal para casa, já tenha pronto o seu alojamento. Forneça-lhe alimento e água e o deixe descansar e se recuperar do stress da mudança.

Os potes de comida e água devem ser de material pesado, como cerâmica, para que eles não os derrubem, e que possam ser amarrados nas grades da gaiola. Para a água também se pode usar aqueles bebedouros automáticos especiais para cobaias de laboratório, que mantêm a água mais limpa.

É importante lembrar que porquinhos-da-índia são animais extremamente sociáveis e se sentirão tristes e deprimidos se forem criados sozinhos numa gaiola, principalmente se você não dispuser de muito tempo para dedicar a ele. O ideal é que se tenha pelo menos dois, assim um fará companhia ao outro.
 

Fonte: http://www.cuicui.com.br/

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Origem e História

O popular porquinho-da-índia pertence à espécie Cavia porcellus, parente das mais de 10 espécies de preás silvestres, espalhados por toda a América do Sul.

Na natureza os porquinhos-da-índia vivem em grupos de cerca de dez indivíduos, com um macho dominante ou alfa, várias fêmeas adultas e filhotes. Habitam terrenos cobertos por gramíneas em toda a América do Sul, existindo mais de 23 espécies selvagens.

 

Em cativeiro são muito usados na alimentação humana, principalmente nos países andinos, constituindo uma carne muito rica em proteínas e mais nutritiva que a do boi, porco ou galinha.

 

São, também, muito comuns em laboratórios, onde são utilizados como cobaias por possuírem um organismo muito semelhante ao nosso em muitos aspectos.Mas é como animais de estimação que eles ficaram famosos no mundo inteiro. Vendidos como pets, saíram da América do Sul e conquistaram norte americanos, europeus, australianos, etc. Hoje em dia existem associações de criadores de porquinhos-da-índia espalhadas pelo mundo, com muitas e incríveis raças oficializadas.

São criaturas extremamente fáceis de criar, muito dóceis e divertidas.

 

A origem do porquinho-da-índia doméstico é incerta. Seu parente selvagem encontra-se largamente distribuído pela América do Sul, sendo encontrado nos Andes, Argentina, Uruguai e Brasil. Acredita-se que a espécie doméstica derive do selvagem Cavia aperea  há muito tempo domesticado no Peru pelos antigos incas, que os usavam como alimento e para sacrifícios religiosos.

 

De fato foram encontrados em antigas tumbas, no Peru, corpos dissecados e esqueletos de porquinhos-da-índia e, inclusive, pinturas sugerindo que eram a principal fonte de alimento naquela época. Foram levados pela primeira vez à Europa no século XVI por comerciantes holandeses e nos anos 1770 chegaram também aos Estados Unidos. Diz-se que o nome “porquinho-da-índia” vem dos tempos em que marinheiros mercantes vieram à América do Sul pensando estar nas Índias, atribuindo esse nome aos animais que iam encontrando nesta região.

 

Fonte: http://www.cuicui.com.br/

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Genética

A genética trata da estrutura do ADN, das regras de hereditariadade e como certos atributos são expressos. O mais interessante para um criador são as regras de hereditariade. A hereditariadade é a passagem de informação de uma geração para outra. Cada ser vivo salvaguarda estas informações no seu ADN

Cada célula do corpo contém o ADN completo do indivíduo espalhado sobre os cromossomas e no seu núcleo.
As bases sobre as regras de hereditariadade foram publicadas em 1865 pelo monge Gregor Mendel. Ele realizou experiências com plantas de ervilha. Estas foram compiladas nas três “Leis de Mendel”
A herança completa de um ser vivo é distribuída pelos genes. Cada gene é transmitido sem alterações aos descendentes. Todos os genes juntos designam-se por genoma.

O genoma determina o genotipo do indivíduo. Do lado oposto temos o fenotipo, que contém todas as características visíveis do indivíduo. O fenotipo mostra todos os atributos do que é expresso no genotipo. As outras que estão escondidas só podem ser encontradas no genotipo.
Cada cromossoma ocorre em par. Cada par de cromossomas é chamado de homólogo. Os genes que existem na mesma posição de dois cromossomas homólogos são chamados de alelos. Se dois alelos de um mesmo atributo são iguais, então o indivíduo é homozigótico para esse atributo. Se são diferentes então o indivíduo é heterozigótico.


Alguns alelos são dominantes em relação a outros. Isso significa que, se os alelos são diferentes só um dos atributos codificados será expresso. O alelo não dominante designa-se por recessivo. Alguns atributos apresentam uma dominância incompleta. Então o fenotipo só mostra uma mistura dos dois atributos codificados.

Claro que este facto torna difícil seguir a linha de hereditariadade.
Genes que influenciam um atributo usualmente são descritos juntos com um certo código de letra. Alelos dominantes são descritos em letra maiúscula e os recessivos em minúsculas.
Conhecendo as proporcões em que cada atributo ocorre na primeira geração de descendentes (F1) e na segunda (F2)e como os pais são fisicamente, é possível encontrar os genotipos dos indivíduos envolvidos em relaão ao atributo observado.

 

Hereditariadade na estrutura do pêlo:

1. O Factor-L: L = Pêlo Curto, l = Pêlo Longo; a dominância é incompleta, desse modo é possível que apareçam animais com pêlo médio-longo

2. O Factor-Rh: Rh = Pêlo ondulado e áspero, rh = pêlo liso; também aqui a dominância é incompleta, por isso alguns animais só têm uns poucos redemoinhos

3. O Factor-M: M = redemoinhos amplificados, m = não existe amplificação

4. O Factor-St: St = formação de coroa, st = não existe formação de coroa

5. O Factor-Rx: Rx = não tem redemoinhos, rx = tem redemoinhos (para o Rex e Texel)

6. O Factor-Fz: Fz = não tem redemoinhos, fz = tem redemoinhos (para o Teddy)

7. O Factor-Sn: Sn = não acetinado, sn = acetinado

Notas:
A formação da coroa é dominante sobre pêlo liso , mas recessiva em relação à formação de redemoinhos.
A formação de redemoinhos é dominante sobre pêlo liso, formação de coroa e pêlo ondulado.
Pêlo com redemoinhos (Rex e Teddy) é recessivo em relação a tudo.
 

 

GENÈTICA DAS CORES
 
Para a coloração do pêlo dos porquinhos da índia não é só um gene o responsável. Existem uma linha de genes que determina a coloração do pêlo, a proporção da cor e a sua intensidade. Alguns genes influenciam outros.
Os porquinhos selvagens têm a cor Agouti-Dourado.Esta é a cor original. Todas as outras são mutações da cor original feitas pela selecção dos criadores..

 
Fórmula da cor dos porquinhos selvagens: AA BB CC EE PP
A = Factor-Agouti
B = Factor-Castanho
C = Factor da intensidade da cor
E = Factor da Proporção
P = Factor olhos vermelhos

 

As cores básicas dos Porquinhos-da-índia são o vermelho e o preto. Todas as outras resultam da diluição destas duas.

-> Linha da cor Vermelha: Vermelho (d.E.) – Dourado (d.E.) – Dourado (p.E.) – Lustre (d.E.) – Açafrão (p.E.) – Creme (d.E.) – Branco (d.E.) – Branco (p.E.)
-> Linha da cor Preta: Preto (d.E.) – Chocolate (F.E.) – Beje (p.E.) – Lilás (p.E.) – Azul Slate (F.E.) – Preto Himalaia (p.E.) – Castanho Himalaya (p.E.)

O Factor-A:
O factor A causa o chamado Ticking da coloração-Agouti. A parte do meio de um pêlo perde o pigmento. O pêlo parece ter três zonas de cor. Assim aparece o típico efeito Agouti.
Linha de Dominância: A (Agouti) – a(r) (Sólido-Agouti) – a(t) (Tan) – a (Não-Agouti)
Se o factor A estiver no genótipo é ainda dependente do factor E se o animal se paracer com um Agouti ou não. No Homizigoto ee a expressão Agouti pára.

O Factor-B:
É o factor castanho e é responsável pelo pigmento preto ou castanho na pele e no corpo do porquinho da índia. B causa a pigmentação preta, b reduz para castanho. B é dominante sobre b. O b causa que os olhos sejam luzidios. Aparecem assim os animais com olhos de fogo. O pigmento pode ainda ser visto na pele. Se está no pêlo ou não isso é dependente do factor C.

O Factor-C:
O factor de intensidade da cor determina o grau de diluição da cor no pêlo.
Linha de Dominância: C (Cor plena) – c(d) (Diluição) – c(k) (pouca diluição) – c(r) (Factor-Chinchila; o Vermelho é reduzido a branco) – c(a) (Factor-Himalaia) – c (Albino)
Albinismo real ainda não foi provado entre porquinhos da índia até agora.

O Factor-E:
O factor-Proporção é responsável pela proporção entre a pigmentação preta e vermelha e sua distribuição.
Linha de Dominância: E (Edding; a pigmentação preta cobre o vermelha) – e(p) (duas cores; pigmentação preta e vermelha) – e (só pigmentação vermelha)
Homozigoto ee suprime o factor-Agouti.

O Factor-P:
O factor-Olhos vermelhos influencia mais a pigmentação preta e castanha do que a vermelha. Se uma animal for homozigoto pp então a sua cor basica será muito mais clara, o que é mais óbvio em animais com pigmentação escura.
Linha Dominante: P (olhos escuros) – p(r) (olhos de rubi) – p (olhos vermelhos)
Os olhos de rubi não são o mesmo que olhos de fogo, que são causados pelo factor b.

Agora alguns exemplos de fórmulas de cores:

AABBCCEEPP -> homozigoto Agouti-Dourado
a(r)a(r)BBCCEEPP -> homozigoto Agouti-Dourado-Sólido
AABBCCe(p)e(p)PP ->homozigoto Agouti-Dourado-Vermelho
AAbbCCEEPP -> homozigoto Agouti-Laranja
AABBc(r)c(r)EEPP -> homozigoto Agouti-Prateado
aaBBCCEEPP -> homozigoto Negro
aabbCCEEPP -> homozigoto Chocolate

O Factor-S:
Este factor é responsável pelas zonas brancas no pêlo do porquinho da índia.
Linha dominante: S (sem Branco) – s(s) (menos de 50% Branco) – s (mais de 50% Branco)
O factor-S não influencia os factores mencionados anteriormente. Não confudir zonas brancas com aquelas em que o branco aparece por diluição do vermelho. A dominância não é completa. Mesmo animais SS podem por vezes apresentar raramente um pouco de branco no pêlo.

O Factor-Rs:
O Factor-Dálmácio é o chamado factor-LETAL. O animal homozigoto RsRs não está destinado a viver e geralmente morre à nascença ou nasce com grande defeitos, pelo que morre pouco depois de nascer. Rs (Dalmata ou Ruão) é dominante sobre rs (Não Dalmata ou Ruão). Ruão e Dalmata NUNCA devem ser cruzados entre os dois ou entre eles.
 

 

A tabela seguinte mostra a diversidade de fenótipos no cruzamento de animais homozigóticos nas diferentes estruturas de pêlo:

Clique Aqui para visualizar a tabela

Os animais da Geração-F1 são naturalmente todos heterozigóticos, com excepção dos nomes a letra carregada.

Fonte: http://www.maulicui.com/

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